CIA

Lista após aula de sábado

Tentando botar a cachola para rodar

07 de novembro de 2020

Tatu

 

Anna, obrigada por insistir tanto que eu escrevesse após a aula - obrigada por insistir tanto na sua vida. Na verdade mesmo, esse agradecimento se deve ao Rubens por insistir tanto que a gente insista tanto na nossa própria vida. 

 

1. Por que é tão difícil se permitir fazer? Só fazer. Jogar uma isca no rio sem ser só para querer pescar o peixe grande de primeira. Fazer não precisa ser pescar o peixe - fazer também é jogar a isca todos os dias e permanecer mesmo sem pescar o peixe por dias. Estamos muito equivocados com o que é mesmo fazer algo, o que é um trabalho, o que é ser alguém, o que é bom ou não - acho que estamos muito errados sobre nós mesmos. Estamos muito pouco disponíveis para descobrir sobre nós mesmos - tenho uma idéia muito específica e fechada sobre o que eu acho que sou, o que acho que quero, o que acho que penso ser bom ou ruim, certo ou errado. Por que não entender que há tantas coisas que eu não sei e que a graça está exatamente nisso. Jogar a isca e não saber exatamente o que pode fisgar, estar aberto para ver o que vai surgir das profundezas do rio. Pescar é muito legal. Você joga a isca para um lugar que você não pode ver - seu corpo precisa estar atento, é ele que recebe os sinais. 

2. Existe um vazio em só fazer, por mais contraditório que isso pareça. Realmente, nós não fazemos de fato - nós ocupamos, preenchemos espaços vazios, desviamos energias e atenções, abarrotamos todos os quartos com tranqueiras para não sentir o vazio - fazer não tem a ver com entulho. Fazer é a atividade contrária de acrescentar - fazer é descascar a cebola, e não colocar mais camadas nela. Descascar a cebola pode ser uma atividade brutal. Fazer tem a ver com estar profundamente, intimamente conectado com a coisa. Essa coisa que me parece estar na obra de grandes homens e mulheres, essa coisa que se apresenta ao comer uma comida feita com amor e ambição, ao me relacionar com o outro por mais impossível que isso pareça, ao tomar sol na Teodoro Baima em frente ao estacionamento às 14h da tarde - fazer na verdade não tem nada a ver com grande obras - as grande obras surgem por causa do fazer. Estamos muito equivocados, meu deus do céu. A gente inverteu tudo - rebobinaram minha cabeça e o filme bagunçou legal.

3. Alma, espírito, áurea, trieb, pulsão, devir, deriva, calor, erotismo, chakras, natureza... e assim vai. Chamo de coisa talvez por ser inominável - talvez por estar ainda muito distante disso - mas nos momentos que consigo tatear isso, nos momentos em que sinto seu cheiro, seu gosto, o calor na minha pele, o toque suave, o perfume sutil - nesses momentos me sinto viva: esses momentos são fruto de um fazer - são frutos do que está a serviço do que é maior que eu, daquilo que eu não conheço e portanto não posso controlar. Bonito será o dia em que o cheiro, o gosto, o calor estejam cada vez mais nas coisas pequenas - que o acontecimento não seja escrever o texto ou dar uma aula - mas simplesmente fazer. A vida poder ser o acontecimento.

1ª Linha do tempo de RES

​Lógica, estética e religiosa

2ª Linha do tempo ergológica de RES

​Século XXI - restos e sobras

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Reflexões após a primeira sessão da Anna Israel de sexta - com a Isa Sena

 

31 de outubro 2020

 

 

1. Algumas reflexões sobre a sessão com a Isa ontem. O que aconteceu? Entender produção de outra forma. A sessão de ontem não tinha a ver com produzir um objeto, mas parece que o objeto em questão que estava sendo produzido era mesmo a Anna e a Isa. As fotos que sobraram são mesmo datas. E é bonito pois realmente temos que investir para que a data seja impecável, não para ser vendida, mas para que, ao investir na impecabilidade da data, estamos investindo na apropriação de nós do acontecimento produção, estamos na verdade investindo e apostando na invenção de um novo modo de existir. Por isso, pensando um pouco sobre a conversa com a Manu no final do dia, a Manu investir em ter um excelente registro das sessões em que ela posa,

Polaroides de Anna Israel, 2020

Modelo: Isa Sena

não serve para vender essas fotos, mas na verdade enquanto um investimento na ficção da Manu no mundo, um investimento na invenção de uma descoberta do que é ser Manu. Talvez essa seja mesmo o tipo de produção para o futuro, e cabe a nós inventarmos constantemente DISPLAYS para isso. A escrita, no caso, é um display para a escritora. Mas a sessão com a Isa pode ser outro display completamente diferente para a escrita. Ou, dar as minha aulas para mulheres pode ser um modo, um display novo que posso investigar para a escrita. Talvez posar possa ser o modo em que a Manu desenhe, e dar aulas de francês pode ser o modo como a Manu escreva !

 

2. Autoria - estar no comando e não estar mais no comando. Diferença entre estar no comando e só fazer o que tem que ser feito. A ideia de comando é muito traiçoeira. Na sessão com a Isa eu não estava na posição de “comando”, de “controle”, mas eu simplesmente fazendo o que tinha que ser feito. Me envolvendo com as etapas desse fazer - e a cada etapa tentando ser exigente comigo mesma, tentando não esperar pouco de mim.

 

3. Tomar decisões

 

4. Cálculo

 

5. O que importa insistir e quando insistir é um perfeccionismo da ordem da carência?

6. Entender prioridades

 

7. Entender, não o que é uma prioridade PARA MIM, mas o que é uma prioridade para o próprio trabalho.

8. Suportar o silêncio de só fazer. Sem expectativa, sem querer chegar em algum lugar, mas fazer. Olhar e fazer. Olhar e tentar ver o que está me sendo dito. Há claro um sentimento muito contraditório ao ser “assistente de produção” de RES e ser a “diretora”. Ser assistente me permite me envolver inteiramente com a coisa, mas sem o vazio de tomar as decisões, de pensar no próximo passo, de suportar o fôlego de não impor expectativas da minha carência àquilo. Ser assistente é ótimo pois eu tenho um “cachorrão” correndo atrás de mim me fazendo ter muito claro as noções de prioridade. Agora, não ter esse cachorrão me obriga a inventar um discernimento muito pouco mental, quase que intuitivo, das prioridades. Na posição de “assistente de produção” eu posso “só fazer”. Mas meu Deus! É claro que isso me incomoda, pois é um truque, um truque que eu dou em mim mesma, uma grande sabotagem! O que eu quero mesmo, não é produzir a Isa, não é maquiá-la e penteá-la como se fosse uma boneca, mas o que eu quero é estar no próprio movimento do que aquilo está me fazendo, de suportar o silêncio daquilo, de investigar referências, de saber o que eu lhe posso pedir, o que não posso pedir, de tirar a minha saia e entender que ela é um material para o figurino, de sacar a hora do batom vermelho e a hora do batom nude, o que cada situação pede, porque um figurino mais vernacular é um figurino mais moderno?, quando que é a hora de parar? Quando é a hora de usar um novo filme e quando é a hora de não mais usar um novo filme ? Essas decisões são o que eu quero estar instrumentalizada para tomar, instrumentalizada intelectualmente, plasticamente, psiquicamente mas sobretudo, instrumentalizada da própria relação ou inteligência com o fazer.

9. Suportar ainda não saber o que é aquilo e mesmo assim continuar fazendo, e fazendo com os recursos necessários para eu poder me apropriar do fazer, para que o fazer faça com que eu me agarre em mim todinha, me autorize a dizer o que é tão íntimo pra mim que de tão íntimo sinto ser irrelevante de ser dito, sinto ser secreto e íntimo demais para existir para fora com uma forma. O que precisa ser dito tem que ser grande, grandioso,

tem que ser algo já conhecido, assimilado, forte. Isso tudo é tanta besteira que nos contaram, ou que eu mesma me contei e me convenci. Se eu ficar nessa chave vou perder a oportunidade única nessa vida de dar para a vida algo que só existe em um único lugar: e esse lugar sou eu. Mas não! Isso não é o suficiente para existir para o mundo! Meu estado de concentração e prazer e gozo e silêncio e seriedade e cálculo e investimento e pacto e relação não é relevante para o mundo! O trabalho tem que ser algo que já tenha um nome próprio! Pintura! Instalação! Escultura! Desenho! Vídeo! Meu Deus! Como é difícil realmente fazer com que a teoria penetre na prática! O que eu declamo teoricamente resiste bravamente em contaminar meu lugar de carência, de querer ser aceita, de querer ser amada - e desse modo, nunca estarei mesmo me inventando, me ficcionando no mundo! De todos os desenhos que fiz até hoje, penso que nas duas horas e meia da sessão com a Isa, ontem foi um grande display para eu desenhar! Desenhei sem medo, sem vontade de fazer um grande desenho, sem ideia do que faria com aquilo, sem me lamentar por não ter recursos o suficiente, só aconteceu. E não aconteceu grande coisa. Não foi um grandíssimo acontecimento, não foi nenhum espetáculo, e ao mesmo tempo, foi um grandíssimo passo que consegui dar, só ao fazer, foi um grandíssimo acontecimento para mim mesma, de descobrir uma nova forma de me relacionar comigo, de construir uma espécie de amor por mim, e pelo meu mundinho, por essa coisa que eu estou aqui chamando de “mim” mas que não faço a menor ideia do que seja. Dar espaço e valor para uma paixão secreta, dar forma a Anna no mundo - para fora da Anna ! Não dá mais para me impor um mundo que não é meu, não dá mais para eu querer fazer algo que não tenha a ver comigo. Tenho que partir de coisas que eu já tenho, e a maior coisa que eu tenho hoje sou eu ! São minhas paixões mesmo, são as coisas que me geram prazer! São meus segredos ! Minhas obsessões ! Transformá-las em algo que possa existir para além de mim mesma. E mais! Ficcioná-las a ponto de poderem ser muito maior que eu mesma. Para que elas possam me contar algo que desconheço sobre mim, sobre estar viva !

 

10. Preciso descobrir o meu modo de fazer ! O meu modo de operar, o que é a “minha sessão de desenho?” Como ela se articula ao longo da minha semana? Quais são minhas restrições fundamentais? Qual é mesmo meu papel de 1,50 x 1,50? O que é o meu momento de “virar o desenho”? O que é a Anna em estado de fúria ? Qual mesmo é esse estado que eu entro? Pelo amor de Deus tenho que deixar de ser literal com o que é produzir ! Ontem a Viotti falou algo que fiquei espantada com a precisão de sua fala (ainda que não fosse um movimento sabido meu para mim): que ela nunca tinha me visto tão calma. Será que esse estado não poderia ser hoje o meu estado de fúria? Será que entrar em um estado calmo e de concentração não é eu me relacionar de algum modo com uma fúria? Entender que a fúria não é o calor do espetáculo do fogo queimando um papel e atos violentíssimos repetitivos de um grampeador pneumático pregando materiais resistentes sobre uma folha de papel, mas a fúria talvez seja estar muito imerso e envolvido em uma ficção que não seja somente a ficção do sintoma, do romance familiar ! A fúria talvez seja justamente poder estar concentrada na invenção de um novo mundo !

 

11. O que é mesmo a produção? O que é mesmo o objeto? Sinto que na verdade o objeto dessa sessão com a Isa possa ser algo que na verdade não tenha nenhuma relação aparentemente direta com a sessão com a Isa! É uma contabilidade muito louca ! O que é mesmo o objeto que estamos produzindo ? Também para eu não perder essa coisa de vista ! Para eu não perder de vista esse objeto em questão - para que eu possa cada vez mais me apropriar dele. Talvez o que eu esteja tentando dizer aqui é: será que o objeto não é esse “estado tão calmo” que a Viotti observou? E se for, como então me apropriar cada vez mais dele?

Pensamentos de sábado - após sessão de sexta AI

07 de novembro 2020

 

1. Como investigar o universo da mulher no homem ? Que porra que é essa que estamos mesmo falando sobre universo da mulher?

2. Brinco

3. Colar

4. Unhas pintadas

5. Penteado

6. Maquiagem

7 .Bolsa

8. Meia calça

9. Laço no cabelo

10. Penduricalhos

11. Gesticulação

12. Sedução

13. Sapato de bico fino

14. Peito do pé exposto

15. Nuca

16. Perfume

17. O que são essas coisas todas para além dessas coisas todas ? Não quero ser literal e pensar que o universo da mulher tem a ver com usar brinco e prender o cabelo em um meio rabo ou uma trança. Mas ao que esses elementos todos indicam? São símbolos, sugerem algo que os transcendem, mas que algo é esse? Que linguagem é essa? Qual o tema por trás do uso desses códigos linguísticos ?

18. Como rés se relaciona visualmente com o universo feminino: essa foi uma puta sacada que ainda quero entender muito mais ! No caso o uso do Boné, da bota trippen, da calça de trabalhador, ou o suspensório, rés não utiliza esses elementos como meros acessórios ! Rés converte os elementos que usa, que veste, em elementos muito simbólicos, em códigos muito preciosos de linguagem, e então, o modo como insere esses elementos em sua visualidade não tem a ver com uma coisa funcional, mas com algo da ordem do símbolo. E também, não é um símbolo de uma ordem superficial, não é um símbolo mundano (talvez como seria no caso do uso do homem de um relógio), mas transforma esses elementos em símbolos muito poderosos que têm uma implicação muito profunda em sua psique. Ele mesmo joga com sua própria psique - diferente ainda de nós que somos jogados por ela, e por isso tão desapropriados dos próprios símbolos que carregamos diariamente. O símbolo , eu acho, faz muito parte do universo da mulher, isto é, é um instrumento muito agressivo de linguagem utilizado pela mulher - um instrumento de linguagem que a própria mulher ainda usa muito mal, usa na busca de se identificar no mundo, usa ainda para encontrar um lugarzinho no mundo, usamos ainda o símbolo de modo totalmente fálico, como um objeto que irá preencher um vazio e nos afirmar enquanto algo para o mundo. Como é transportar o símbolo para um lugar simbólico mais interessante ? Caramba, que difícil isso que estou tentando dizer - confesso que estou tentando tatear em algo, mas nem sei direito o que é.

19. Talvez possa esboçar de dois modos: qual a diferença no uso que RES faz dos elementos visuais boné de aba reta, suspensório, camisa lenhador e óculos Cartier para o uso que uma mulher qualquer faz de uma calça justa apertando a coxa e a bunda, peitos grandes, luzes no cabelo, unhas grandes, bolsa Louis Vuitton e batom vermelho ? Qual a diferença do uso desses símbolos ? Não a diferença entre eles - mas a diferença de como eles estão sendo usados ?????

20. Penso que o MODO como rés se veste é realmente extremamente feminino, é uma pista para sondarmos a mulher mais a fundo, e a construção de uma mulher para fora dela mesma, a construção de uma mulher apropriada de seu aparelho psíquico , biológico e desconhecido. Esse aparelho ainda nos dá um baile, nossa resposta ainda ao que é ser mulher ainda é muito primária.

 

21. Algo muito sério para pensar em relação em que rés articula seu discurso no mundo: há o tema que ele traz em uma mensagem / há também o código utilizado para transmitir esse tema / há o emissor e há o receptor. Sinto que rés faz uma revolução no modo como tem sido organizados esses elementos fundamentais da comunicação ! E portanto, rubens transforma a comunicação em obra ! Rubens atravessa uma ideia de comunicação - onde o emissor , o receptor, o tema é o código utilizado, são tratados de forma linear, autoritária, impositiva -, e ao atravessar essa ideia linear de comunicação, ele faz com que a transmissão de um tema, de um dizer, seja em si investigado ! A forma de transmissibilidade é um objeto de pesquisa ! Como cercar esse tema ? Como transmitir algo para o outro que não seja , por exemplo, passando de uma mão para a outra? Como que Rubens vai passar uma bola para o outro de uma maneira outra que de sua mão para a mão do outro? Como que ele vai passar essa bola e o próprio exercício de passar a bola de revelar que a bola pouco importa ? Que a bola em si está no modo que ele a está passando? É como se rubens subvertesse esses dados: receptor - emissor - código - tema ! É como se o Rubens (que é um ser que está inventando o futuro) embaralhasse todos esses dados e partisse de um novo ponto ! Quem é o receptor ? É aquele que está dizendo ou recebendo? O que é o tema? É a mensagem ou é a forma ? O que é o código? É o modo como está sendo feito ou é o receptor ? CARALHO - é revolucionário o que rés está fazendo com o próprio fazer linguístico

22. Nesse sentido, inclusive, penso muito levianamente, ou melhor, intuitivamente penso que é uma puta resposta ao que o Mallarmé fez com sua poesia !

A linha do horizonte

A luz difusa do fim da tarde

Um pescador lança sua rede

Vídeo: "Uma jovem atravessa a rua", Anna Israel, 2020

Captação de imagem: Fabiana Reis Santos

Aula teórica de Anna Israel sobre moda no Parque do Carmo, 13082020

Alunos: Manu Gaden, Isa Sena, Rodrigo Cassia, Victor Aliperti, Laura Aliperti, Lila Loula, Fabiana Reis Santos e Leouac

Polaroides de "Adelaide", coautoria entre Anna Israel e Rafael Chvaicer

A young girl crosses the street 

Poem by Rés - February 27th, 2020 

translation by Anna Israel

 

In the course of the night death

In the course of death day

In the course of life, death

In the course of death the gap.

 

In the course of death my life

The pain without any death

The pain filled with pleasure

The pain numbed from a single strike

 

In the course of my worthless self

JACKPOT

Hammerfisted by the left hand

I stumble against the lack of choice of myself

 

Another punch now in the gut

Misty clouds render above me

I’m blind from what I almost

Forget, I don’t recognize anymore

 

What keeps me alive, the untouchable

Memories, the right word,

Relentless, precise, precious,

I’ll turn this poem into the quest

 

For what will save me from my

own extinction. I know that

I can lose sight of myself. And to 

Make things worse, just see what meets the eye. 

The eye that locks me up. Detains me. 

Kills me alive. I dream. 

Righteousness! The path to the thing will 

make me remember, it’s tough, it doesn’t follow

 

Any known trail, 

melted amalgam, unpronounceable, 

Path with no path, urge 

with no focus, focus fading away 

 

With no punctuation, it doesn’t welcome stops 

Unqualified, fatidical – there’s no way 

I cannot find what I search for within 

Me, if my search is a re 

Solution, drive slaughtered in a 

single word: I lose myself in the course 

of my own self – wrapped 

in my worn out decisions

Fatidical Fatidical Fatidical Fatidical 

The urge to die haunts me 

Not the natural death, but the 

Passionless death, the lifeless death, of 

 

Those who stood back, of those who chose not to be 

A tasteless death of a shitty 

Life, a life in vain, a life that didn’t happen 

The coward death reluctant of stepping forward 

 

Gravestone of a cynic, engraved in 

pumice stone in a floating cemetery 

The deceased’s name is oozing 

The letters are being gone by the 

 

Wind, the fortune gust of wind is 

stripping his name, conducting its 

chariot through the fuzzy clouds of a 

dreary yearning, pathetic! 

 

In a cramped space of myself I can still 

feel the gravedigger chewing over the wet and warm 

soil, with his crooked cap, 

and baggy pants 

 

Shoes covered in oneiric mud, there 

he goes with his strained hands 

conducting the dry leaves’ cart through the 

corridors packed with souls 

 

The spectator of this silently brutal 

Extravaganza, peeks 

death hiding in between the already dead 

plants of pins 

 

On the discreet collars of the one who 

strolls, through the oyster cemetery 

of an ordinary ash 

wednesday of some other life.

Toda terça-feira

19h - 20h30

Via Zoom

Valor:  R$ 480,00 / mês

Aula 1

A experiência estética a partir do filósofo americano John Dewey (1859 - 1952)

Aula 2

Leitura de "O mineirinho" de Clarice Lispector (1920 - 1977)

 

Aula 3

"A mulher não existe", Jacques Lacan (1901 - 1981)

Aula 4

A relação de arte com espiritualidade a partir do filósofo francês Gilles Deleuze (1925 - 1995)

Aula 5

Arte como uma atividade revolucionária a partir do antropólogo inglês Alfred Gell (1945 - 1997)

Leitura de Anna Israel do poema

"A young girl crosses the street"

de RES

Translated by Anna Israel

Sobre ascender uma lareira.

3. Vendo Res fazer isso, percebi a carência que existe em mim em me relacionar com o mundo prático, e que o pouquinho que já avanço nesse espaço, já é gigantesco — mas a questão é que ainda há muito espaço para ser explorado, há não só o relacionar-se com o mundo prático, mas também há poder de fato ter uma experiência, de fato se transformar mesmo na própria coisa acontecendo, há ainda o espaço proibido não por uma classe social ou um gênero, mas o espaço da relação proibido pelo próprio corpo, pelo próprio sintoma, pela carência, pela expiação, pela sanidade, pela energia colocada no lugar errado. Ao ver RÉS jogando todo saco de lenha no fogo, eu o vi manobrando uma ira que poderia facilmente estar sendo colocada em inúmeros lugares e por isso estaria fazendo um estrago muito grande. De fato, diante de mim estava acontecendo a uma experiência estética, estava vendo um homem em acontecimento, em acontecimento de si mesmo. Ele era aquele fogo queimando!

4. Há uma carência muito grande ainda da minha parte em querer me relacionar com o mundo, e por isso, ao consumá-la nessas tarefas práticas como fazer um pão ou acender uma lareira, acabo por me seduzir em pensar que pode parar aí - quando na verdade esse é só o começo. Veja, aqui não estou desmerecendo as tarefas práticas, muito pelo contrário ! Estou pontuando a importância de se relacionar com o mundo para poder caminhar em direção a enfim se relacionar de fato com a vida que está dentro de nós. Se relacionar com o mundo é grandioso ! Mas percebi que podemos ir ainda muito mais longe nessa vida - e que há muito chão para ser trilhado ! Percebi que há muito ainda para ser feito ! Percebi o quão atrofiados nos transformou a nossa educação !

5. A questão de se envolver com coisas práticas não é o que de fato converte totalmente uma coisa em outra, mas é um recurso, é uma ferramenta em direção ao que não é permitido para nós, é uma chave de fenda para poder desrosquear um parafuso enferrujado ontológico da nossa espécie, de sermos espectadores dessa vida, o parafuso que está nos travando de poder um dia não viver a vida, mas ser a vida que nos atravessa.

Viagem Campos do Jordão -

Anna Israel

20 de junho de 2020

 

1. Cena que me marcou muito, muito mesmo, foi na noite de sexta em que RES me pediu para que acendesse a lareira. Enquanto ele cozinhava uma de suas sopas-ascese, eu fui tentando fazer aquele fogo engatar, entendendo como estruturar a lenha, onde e o porquê de utilizar os galhos secos, e também perceber como usar um papel, como jornal pode ser útil já que o fogo o consome com muita rapidez e facilidade. Entendi uma espécie de lógica de acender uma lareira, e em muito pouco tempo, o fogo engatou com força, e então, ela estava acesa - agora só restava a alimentar de tempos em tempos com mais lenha para mantê-la pegando. Me senti muito feliz por ter conseguido realizar essa tarefa prática. Me senti fazendo parte do mundo, de certa forma. E é um sentimento parecido com quando eu cozinho, na maioria das vezes. Quando decido fazer uma carne diferente e ela fica muito gostosa e suculenta, ou quando eu faço um pão e ele cresce e fica macio e eu fico feliz em dar para os outros comerem. É interessante o sentimento de fazer algo, de se envolver com o mundo, com a matéria, e ela responder positivamente. É interessante isso de entender tecnicamente como algo funciona e poder operar esse algo. É fascinante mesmo se sentir dialogando com a matéria, se sentir de alguma forma parte da natureza, integrante ou mais uma operária do funcionamento das coisas vivas. É muito triste como esse tipo de coisa, de fazer, foi retirado das coisas fundamentais que nos mantêm vivos, é muito triste como não faz parte do ensinamento básico de uma criança fazer coisas que as vinculam imediatamente ao mundo real — pelo menos não na minha classe social. Hoje com trinta anos, me sinto muito alienada do mundo prático, e por mundo prático eu quero dizer do mundo vivo, do mundo real, da natureza, me sinto muito espectadora do mundo e com muitos dedos ao encostar nele, ou pelo contrário, arrogante ao abordá-lo, o subestimando; me sinto geralmente distante de poder dialogar e contribuir para o funcionamento das coisas. E a sensação de, por exemplo, fazer o fogo pegar em uma lareira, é realmente um modo onde me percebo saindo desse lugar terrível de espectadora, da que contempla, para o lugar da que dialoga, da que faz parte daquilo. Sem dúvida, uma das coisas mais importantes que precisamos resgatar é essa de conseguir sair da posição de espectador da vida, isto é, se envolver praticamente com o mundo, se envolver fisicamente com as tarefas, com coisinhas pequenas que sustentam o dia a dia, com coisinhas pequenas que sustentam o cotidiano. Acho mesmo que pode ser um divisor de águas na vida de um sujeito. Pelo menos, tenho certeza que sempre é um divisor de águas no meu dia.

2. Há porém, uma questão que ainda vai além disso. Realmente essa questão é o que eu acredito ser um dos divisores de água entre um ser humano comum e um artista. Estou aqui considerando que o artista não é o cara que faz “obras de arte”, mas o artista enquanto uma outra espécie de homem - o artista enquanto o modo como um ser humano conseguiu construir psiquicamente a fúria em se relacionar com a vida, a fúria em existir, a fúria em ser. Há no poema “poema para Shiva: arrebentação” de Rés, uma frase que diz: “nada do que me é permitido me interessa mais”. Fazer um fogo pegar numa lareira para esquentar a casa, ou assar um pão e ele subir e ficar macio, por mais que não seja necessariamente “permitido” para uma classe e situação social e de gênero, são coisas que enquanto espécie nos foram permitidas nessa existência - sair da posição de espectador e de fato dialogar com a matéria. Mas ontem, depois que o fogo já estava queimando a lenha, e a casa já estava bem quentinha, contemplávamos em silêncio, RES e eu, o fogo, sentados à sua frente em um sofá - e de súbito RES se levantou, e começou a alimentar o fogo, colocou uma, duas, três, quatro, cinco, e não parava mais de colocar lenha naquele pequeno espaço da lareira, até que ele quase entupiu o vão com todas as lenhas que sobraram. O fogo de repente tomou outra proporção, a chama ficou imensa, intensa, e agora fazia barulhos que antes não éramos capazes de ouvir. Aquilo deixou de ser uma lareira que aquecia a casa, aquilo deixou de ser uma lareira que servia a uma utilidade doméstica, aquilo não mais era um ato prático no mundo, não mais era alguém dialogando com a matéria, aquilo era alguém que estava se convertendo mesmo na própria matéria, aquilo não mais era uma atitude prática: aquilo era uma experiência! Aquele fogo não estava mais a serviço de uma questão útil, mas passou a alimentar uma questão estética, existencial e espiritual da minha alma. Aquilo era puramente o que John Dewey se refere enquanto uma experiência. Não havia mais uma distinção entre um homem e a lenha, mas era como se Res estivesse jogando seu próprio corpo naquela lareira, não queria mais “a casa quente”, queria qualquer outra coisa, queria desafiar algo, queria dar um passo além, não estava mais dialogando com o fogo, estava enfim falando o fogo. Era como se sua ação fosse o próprio fogo queimando dentro daquele espaço. Ele se converteu na coisa que antes contemplávamos, sua ação foi tão espetacular quanto a chama e o barulho dos estalos da lenha ardendo a chama.

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RES’ nocturnal thoughts - 

May 27th, 2020 – Tuesday

 

Translated by Anna Israel

June 9th, 2020

 

 

 

Stinginess: who doesn’t? It’s absolutely human being stingy and vile. Obviously we don’t have to be that way forever. There are many roads to take, as there are many pathways, many holes – I think nothing is insurmountable. Nothing is a wall so hard that I can’t punch and break through. Scandal of being something, I have to accept taking the risk of being a scandal: that’s precisely what’s being myself (or even better, knocking myself down and being better than myself) – or still, even better, outwitting me and myself, and being; or still, much better, not being the planned version of myself. What they’ve planned for me. Planning, plane, backplane, backdrop, memorable whining, underneath the door, alone, lights off, silence. Distant screams, no paragraph, no lists, no numbering; how am I going to get by now in this dead end, in this tiny space, in this minuscule maneuver field, nano maneuver, so tiny: invisible. On the other hand of myself such a genuine feeling, that I try to rescue, turn audible, fragmented images pass by, crumbs of images, squirms in the space, spasmodic squirms, labyrinth – I’ll find my way, I’ll hit the target, the bob. I don’t give up – a light at the end of the tunnel. Me and my lantern in hand, old, red, I wander around the loopholes of my soul, I wander around the bumpy loopholes of a saying that wants to say soul, but doesn’t “lay” soul. Soul was a given name. A creature. Inside of me there was this other nook that I always wished to enter, but entering would cost me everything, I always knew that, I’d either enter, or I’d give my back to myself, and would follow some other path, no longer mine. So far from taking the decision I am, that I turn against myself. I turn against the impact of the decision, skirting and skirting, I gently remove the fish’s spine , I take off the meaning of the word’s skin, I see her moving about, tasteless desire of being where there I know I lost something essencial, the atmosphere is gone, she’s gone, the fact slipped away, the desire has “cummed” on all of the side of a mirror, against the sun, setback, rural area of one’s body, a wheelchair, a crew member of a vessel with no destination, no right name –a grunt, a whisper, an outline of a smile. The thing, the tin heating up in the fire under a bridge, the improvised shack, … a sanitary station, a black van with illegible letters, a woman wearing a blue apron. 

Dawn sets in with a fog, the windows are shut , the eyes are unsettled , my legs wobble in apprehension , the larger my confinement the more expanded is my chest , the organism washes down from time to time , detoxifies itself for a new fase, happenings happen repeatedly and we don’t even notice, until it stops, that is when we are also stopped and only then realize the recurring motion. End. A new beginning. Unclaimed. Prostitutes still work there, even nameless it still generates work, a strange kind of work, odorless, it has lost its smell, wrinkled, … what am I doing here? What am I trying to do here, I’ve been forbidden, I can’t want this at all, I can’t want to say, I can’t want to write, I can’t breathe –all this is forbidden of actually being done, I only pretend I do this : because if I really were to breathe, I’d speak –- my eyes are invaded by the yellow – the fuck I would say that, I’d say for fuck’s sake, I’ll fight, until I’m out of resources. I’ll fight until all of the teeth in my mouth are gone, I’m not giving up on this fight, until I’m toothless and totally unable to live, until I’m knocked down from all the beating “

                                          " BINGO! O objeto de arte teria que ser um objeto, um movimento, um acontecimento, uma fala, uma articulação que justamente resgata o sujeito de uma crise, que insufla oxigênio em uma chama quase apagada, que levanta o sujeito da cama para querer começar o dia, que faz o maluco desligar o Netflix para querer fazer algo que preste de sua vida - nem que seja lavar a louça da casa, mas lavar com paixão, lavar com ânimo, lavar com amor, ter paixão pela vida, pelas coisas simples, ter paixão por pensar um problema, simplesmente ter paixão. [...] "

Tentativa de esboçar o novo lugar inaugurado pela obra de Rubens Espírito Santo - a partir de alguns dados que são: a narrativa da arte ocidental, teoria da arte antropológica de Alfred Gell e a crise apresentada pela pandemia do COVID-19

Tentar ser bem pouco abstrata e teórica - como esse texto pode de fato ser útil ?

Texto #2  

COVID-19

08 de abril de 2020

Anna Israel

SALA DOS CADERNOS RES

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A Sala dos Cadernos RES é uma parte da Coleção Anna Israel feita através de um pacto vitalício iniciado em 2011, entre Anna Israel e o artista, pensador e pedagogo, Rubens Espírito Santo.

Hoje, a Sala dos Cadernos comporta aproximadamente 1000 cadernos de RES feitos ao longo de sua vida, assim como a documentação de sua obra feita por ele mesmo. 

Sala dos Cadernos RES é hoje aberta fisicamente somente para próximos da CAI.

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A vida é uma entidade própria - o tempo é uma entidade viva, e assim, ele precisa de uma tecnologia específica, uma engenharia precisa para que algo possa ser articulado.

Anna Israel, A economia psíquica da vida em Maelstrom, pg 13

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Escritos depois de e-mail da CCS

Ou

Concerning the simple things we take for granted 

 

Anna Israel

30 de novembro

Beijing 

北京

[...]

A angústia dessa viagem está relacionada, não com a China, mas com eu me dar conta tão profundamente da arrogância com que me relaciono com o mundo prático, com as coisas básicas da vida, com as coisas simples, pequenas, banais, óbvias. Nada é óbvio ! Nada nessa vida é óbvio ! Começo a entender um pouquinho o porquê de ter vindo para a China - e não para NY, por exemplo. Sou arrogante com ir para NY, acho que já conheço aquela cidade, acho que me comunico bem lá, que me locomovo bem lá, mas é tudo mentira, é tudo uma fantasia que eu criei só porque eu acho que falo inglês. Não falo inglês coisa nenhuma. Nem português eu falo. Saber falar português está sim relacionado com saber lidar com questões práticas do dia a dia do lugar que eu moro, falar português tem a ver com saber o caminho de chegar na unibes!, saber português tem a ver com saber falar com a minha gerente do banco, saber me comunicar com o marceneiro, com a pessoa que vai concertar o encanamento da minha cozinha

[...]

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AO VIVO NO

PEDAGOGIA

2018

2020

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TEXTOS

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2019

Rubens Espírito Santo

2017

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VIAGEM A

CÓRSEGA

E MADRID

2016

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Rubens Espírito Santo
Cesta básica
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  1. Sobretudo entendo a coleção como uma nova forma de colecionar arte e uma nova forma de enxergar e se relacionar com arte e estética - pensar arte e estética na prática no século XXI

  2. Equipe CAI

  3. RES: instrutor de inteligência emocional + interlocutor da CAI

  4. Gabi Celan: Museologia

  5. Rafa Chvaicer: fotografia e projetos técnicos

  6. Ana Viotti: operadora técnica geral + site

  7. CCS: site + revisora documentos

  8. Giulia Naccarato: operadora técnica e conceitual de questões eminentemente relacionadas a CAI + site

  9. Itens que o Complexo Interativo Anna Israel abraça:

  10. Reunião de homens que entendo por artistas - artista em um sentido muito mais amplo / enquanto figuras condenadas pela história para fazer esse gerenciamento e locomoção profunda da vida prática - sem preconceito ou restrição a um ofício específico

  11. Reunião de objetos feito por pessoas que são indicies ou evidências de uma experiência estética - objetos enquanto índices da experiência estética

  12. Coleção de objetos encontrados ou comprados pela Anna Israel - igualmente índices de experiências estéticas

  13. Coleção de cadernos de rés

  14. Coleção da obra plástica de rés - aqui entendo que o índice (ou o objeto em si) não é só um apontamento de um acontecimento mas também contém o próprio acontecimento nele mesmo - o objeto aqui é como um amuleto, é como um objeto-agente, imbuído de um poder de agenciar o próprio acontecimento estético no outro

  15. Textos como um objeto plástico, artístico e estético - patentear textos como objeto exclusivo da coleção! Além dessa patente oficial, também ter um selo de um texto que é uma apropriação da coleção Anna Israel

  16. Também ter um selo para imagens no geral que farão parte da coleção Anna Israel

  17. Um selo para filmes que fazem parte da coleção Anna Israel

  18. Selo para álbuns de músicos que fazem parte da coleção Anna Israel

  19. Confeitaria: ocupação e apropriação da cozinha do G5 temporariamente como cozinha dos cookies da CAI - produção de cookies e investigação sobre vendas / display / fetiche / organização / contabilidade / apropriação do espaço / cenário / instalação / calor / dilatação de uma ideia de produção

  20. Fazer um selo / marca d’água para todas imagens que forem fotografadas dos objetos da coleção - com número de registro + data aproximada + local — as fotos dos objetos não servirem somente para a organização da coleção , mas serem uma data em si feita pela coleção - essas fotos poderem existir para o mundo

  21. Partituras de compositores

  22. Site - site em si ser um objeto da coleção

  23. Produção plástica Anna Israel também fazer parte da coleção

  24. Coleção Anna Israel é um espaço do CAC - G8

  25. Membros do CAC são parceiros da coleção

  26. Aulas teóricas e do Méthodo são objetos da coleção - pensar um modo de datar isso melhor 

Coleção Anna Israel:

Complexo Interativo Anna Israel

Arte + confeitaria + coleção de arte expandida + experiência estética

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A CIAI é uma extenção do Conglomerado Atelier do Centro – G8

Atelier do Centro - G1

Rua Epitácio Pessoa, 91, República, São Paulo

www.conglomeradoatelierdocentro.com

Galpão do Centro - G2

Rua Teodoro Baima, 39, República, São Paulo

Residência Atelier Luca Parise - G3

Rua Teodoro Baima, 51, SL 2, República, São Paulo 

CECAC - Centro de Estudos Conglomerado

Atelier do Centro - G4

Rua Teodoro Baima, 51, SL 1, República, São Paulo​

Atelier do Centro - G5

Rua Teodoro Baima, 88, República, São Paulo

Coleção Àlex Muñoz - G6

Carrer del Segle, 5, Premià de Mar

08330 - Barcelona, España

OPCAC - Oficina Prática Conglomerado Atelier do Centro

Rua Teodoro Baima, 39, República, São Paulo

www.opcac.xyz

Vernacular - Editora e papelaria

Rua Epitácio Pessoa, 91, República, São Paulo

www.vernaculareditora.com

Sala dos Cadernos e Coleção Anna Israel - G8

 

Prudência - G9 

 

Coleção Lisa Gordon - G10

 

Biblioteca Eiffel - G11

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