Encontros de filosofia

para mulheres

Anna Israel + Espaço Téa

Aula 1

A experiência estética a partir do filósofo americano John Dewey (1859 - 1952)

Aula 2

Leitura de "O mineirinho" de Clarice Lispector (1920 - 1977)

 

Aula 3

"A mulher não existe", Jacques Lacan (1901 - 1981)

Aula 4

A relação de arte com espiritualidade a partir do filósofo francês Gilles Deleuze (1925 - 1995)

Aula 5

Arte como uma atividade revolucionária a partir do antropólogo inglês Alfred Gell (1945 - 1997)

Aula 1: John Dewey

“Os inimigos do estético não são o prático nem o intelectual. São a monotonia, a desatenção para com as pendências, a submissão às convenções na prática e no procedimento intelectual. Abstinência rigorosa, submissão coagida e estreiteza, por um lado, desperdício, incoerência e complacência displicente, por outro, são desvios em direções opostas da unidade de uma experiência.”

John Dewey (1859 - 1952), 

filósofo e educador americano, 

no livro Arte e Experiência

I’m nobody! Who are you?

Emily Dickinson 

 

 

I’m nobody! Who are you?

Are you nobody, too?

Then there’s a pair of us — don’t tell!

They’d banish us, you know.

How dreary to be somebody!

How public, like a frog

To tell your name the livelong day

To an admiring bog!

A dança e a pantomima, origens da arte teatral florescem como parte de ritos e celebrações religiosos. A arte musical era repleta do dedilhar de cordas tencionadas, do bater de peles esticadas, do soprar de juncos. Até nas cavernas, as habitações humanas eram adornadas com imagens coloridas, que mantinham vivas nos sentidos as experiências com os animais muito intimamente ligados à vida dos seres humanos. As estruturas que abrigavam seus deuses e os meios que facilitavam o comércio com os poderes superiores eram criados com um requinte especial. Mas as artes do drama, da música, da pintura, e da arquitetura, assim exemplificadas, não tinham nenhuma ligação peculiar com teatros, galerias ou museus. Faziam parte da vida significativa de comunidades organizadas. 

John Dewey, Arte como experiência

BIBLIOGRAFIA PARA INTERESSADOS

TEORIA DE ARTE

  1. Arte como Experiência, John Dewey

  2. Arte e Agência, Alfred Gell

  3. Livro do Desassossego, Fernando Pessoa

  4. Poemas de Emily Dickinson

  5. Poema Cântico Negro de José Régio

  6. Livro de arte africana 

  7. A História da Arte, Ernst Gombrich

  8. Arte Moderna, Argan

  9. A Vontade Radical, Susan Sontag 

  10. A Imagem Sobrevivente, Didi Huberman – sobre o pensamento do historiador Aby Warburg

  11. A Vontade de Poder, Nietzsche

  12. Sobre a Natureza Íntima da arte, Anna Israel

por Anna Israel

 

Aula 2: "Mineirinho", Clarice Lispector

“(...) Essa justiça que vela meu sono, eu a repudio, humilhada por precisar dela. Enquanto isso durmo e falsamente me salvo. Nós, os sonsos essenciais. 

Para que minha casa funcione, exijo de mim como primeiro dever que eu seja sonsa, que eu não exerça a minha revolta e o meu amor, guardados. Se eu não for sonsa, minha casa estremece. Eu devo ter esquecido que embaixo da casa está o terreno, o chão onde nova casa poderia ser erguida. Enquanto isso dormimos e falsamente nos salvamos. (...)” 

Mineirinho, Clarice Lispector

por Adriana Scott e Lorella Coselli

BIBLIOGRAFIA PARA INTERESSADOS

  1. Seminários do Lacan

  2. Paixão Segundo GH, Clarice Lispector

  3. Todos os Contos, Clarice Lispector

  4. Crime e Castigo, Dostoievsky

  5. Memórias do Subsolo, Dostoievsky

  6. Os Irmãos Karamazov, Dostoievsky

  7. 10 Poemas Líricos, Rubens Espírito Santo

 

Aula 3: "A mulher não existe", Lacan

Chef's Table: Jeon Kwan

Still de Gritos e sussurros, Ingmar Bergman

Chef's Table: Niki Nakayama

Emily Dickinson

Jessye Norman

Still de Mullholand Drive, David Lynch

Hilma af Klint

Eva Hesse

BIBLIOGRAFIA PARA INTERESSADOS

1. Seminários do Lacan

2. Seminário XX, Mais, ainda, Lacan

3. Destruição do pai, reconstrução do pai, Louise Bourgeois 

4. A Gaia Ciência, Nietzsche

5. Leituras e Leitores de Lacan em Três Aforismos, Editora Intermeios

por America Cavalieri

 

Aula 4: O que é o ato de criação?

“Qual a relação entre a obra de arte e a comunicação? Nenhuma. A obra de arte não é um instrumento de comunicação. A obra de arte não tem nada a ver com a comunicação. A obra de arte não contém, estritamente, a mínima informação.” 

Gilles Deleuze (1901 – 1981), 

filósofo francês, no texto “O Ato de Criação” 

BIBLIOGRAFIA PARA INTERESSADOS 

  1. 10 Poemas Líricos, Rubens Espírito Santo 

  2. O Belo Autônomo, Editora Autêntica 

  3. O Arco e a Lira, Otavio Paz 

  4. O que resta de Auschwitz, Giorgio Agamben 

  5. O Erotismo, Georges Bataille 

  6. A conversa infinita, Maurice Blanchot

por Fernanda Carvalho

Aula 5: Arte como uma atividade revolucionária a partir de Alfred Gell

O que é mesmo o trabalho que fazemos quando estamos trabalhando?

Fala

Por Orides Fontela 

 

Tudo

será difícil de dizer:

a palavra real

nunca é suave.

Tudo será duro:

luz impiedosa

excessiva vivência

consciência demais do ser.

Tudo será

capaz de ferir. Será

agressivamente real.

Tão real que nos despedaça.

Não há piedade nos signos

e nem no amor: o ser

é excessivamente lúcido

e a palavra é densa e nos fere.

(Toda palavra é crueldade)

por Lorella Coselli

Eu vejo arte como um sistema de ação, que pretende, antes, mudar o mundo, do que codificar sentenças sobre ele.

Alfred Gell

BIBLIOGRAFIA PARA INTERESSADOS 

  1. Arte como experiência, John Dewey

  2. O Limite do útil, Georges Bataille

  3. O erotismo, Georges Bataille

  4. Arte e agência, Alfred Gell

  5. A felt hat: Joseph BeuysLucrezia de Domizio Durini

por Fernanda Carvalho

 
 
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